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Inconfidência

Trabalho em tecido sobre gravura, atribuído a Marília de DirceuA memória da Inconfidência Mineira está presente em objetos e documentos localizados na exposição permanente ou recolhidos ao Arquivo Histórico. Destaca-se o traslado de época de 72 peças processuais dos Autos de Devassa, além do sétimo e último volume, que contém a sentença condenatória dos inconfidentes e a certidão da execução de Tiradentes.

Manuscritos avulsos também integram o acervo. O Parnaso Obsequioso e Obras Poéticas (1768), de Cláudio Manuel da Costa; o inventário dos bens de Maria Dorotéia Joaquina de Seixas, Marília de Dirceu; documentos autógrafos dos inconfidentes no exercício de suas funções, a exemplo do mapa de municiamento de cavalos, feitos por Tiradentes, e as Provisões passadas por Tomás Antônio Gonzaga no exercício do cargo de Ouvidor.

Dentre os impressos, destaca-se a publicação Récueil des loix constitutives des colonies angloises, confederées sous la denominacion d’Etats-Unis de l’Amerique Setentrionale, edição clandestina de 1788, que serviu como referência aos inconfidentes e foi apreendida com Tiradentes. Há também a primeira edição dos livros Marília de Dirceu, de Tomaz Antonio Gonzaga (1789), e Obras, de Cláudio Manuel da Costa (1768).

A instituição guarda, na Sala dos Inconfidentes, objetos de uso pessoal dos conjurados. O relógio que pertenceu a Tiradentes, vestes e paramentos que pertenceram ao padre Manuel Rodrigues da Costa. Há também um trabalho em tecido sobre gravura impressa, atribuído a Maria Dorotéia Joaquina de Seixas, Marília de Dirceu.

É possível encontrar, ainda, móveis pertencentes ao contratador João Rodrigues de Macedo, uma das maiores fortunas (e também um dos principais devedores) da capitania, que mandou construir e morou em uma das mais luxuosas residências particulares de Ouro Preto, a Casa dos Contos. No local foram realizadas algumas reuniões dos inconfidentes, o que leva a crer, alguns desses móveis tenham sido utilizados pelos participantes do movimento.