Português Inglês

A Casa de Câmara e Cadeia

O monumental edifício da Praça Tiradentes foi edificado entre os anos 1785 e 1855, destinado à nova sede do poder municipal. De autoria do capitão-general Luís da Cunha Meneses, governador da Capitania, o projeto foi elaborado já no declínio da atividade mineradora. Os recursos para o custeio da obra vieram de loteria criada para esse fim.

Os serviços exigiram o estabelecimento de uma fábrica de cal e a mão-de-obra era de prisioneiros - negros e “vadios” - submetidos a trabalho forçado. Thomaz Antônio Gonzaga, nas Cartas Chilenas, critica os métodos adotados para garantir a continuidade da obra, considerados cruéis, abusivos e desumanos.

As sete décadas de construção da fortaleza contribuíram para que sua forma, calcada na horizontalidade e geometrismo do estilo renascentista, incorporasse diversas influências arquitetônicas.

A Câmara funcionou no imóvel por 25 anos, sendo posteriormente transferida para o endereço que ainda é o mesmo, na Praça Tiradentes. O casarão a partir dali foi então destinado, na totalidade, à prisão. No início do século XX, o governador João Pinheiro o transformaria em penitenciária estadual. Com a construção da Penitenciária de Neves nas imediações de Belo Horizonte, em 1938, o prédio, desocupado, passou ao domínio da União, para nele instalar o Museu da Inconfidência, cujo decreto de criação é de 20 de dezembro do mesmo ano.